A
importância da Ilha dos Marinheiros tem início nos primórdios da fundação da cidade de Rio Grande, quando forneceu água, lenha e madeira
para as fortificações e para os colonizadores da Vila do Rio Grande de São
Pedro.
Atualmente
a Ilha é responsável por cerca de 80% da produção de hortaliças consumidas em
Rio Grande, sendo que no passado esta Ilha abastecia todo o comércio de Rio
Grande e redondezas e ainda era possível exportar seus produtos para o Rio de
Janeiro e São Paulo.
Em 1845 a
Ilha recebeu o imperador D. Pedro II que por sua vontade própria manifestou o
desejo de conhecer a Ilha, sendo esta a primeira vez que o imperador saiu dos
limites do município. Ele trouxe consigo uma comitiva composta por figuras
importantes da época, como o General Luiz Alves de Lima e Silva (o Duque de
Caxias), o ministro do Império, António de Paula e Holanda Cavalcanti de
Albuquerque (Visconde de Albuquerque), a Imperatriz D. Teresa Cristina e o
chefe-de-esquadra John Pascoe Greenfell, um dos comandantes ingleses mais importantes
contratado pelo império.
Nesse
período vivia na Ilha Francisco Antônio Afonso, o Barão de vila Isabel, nascido
Porto, Portugal, de onde se deslocou com os pais vindo residir na Ilha dos
Marinheiros. Em homenagem a sua esposa Isabel Eufrásia de Oliveira o Barão construiu,
na Marambaia, o Solar de Vila Isabel, o sobrado foi a mais bela construção já
feita na Ilha, todo decorado com azulejos portugueses pintados à mão. Com o
falecimento dos pais e da esposa, Francisco António Afonso herdou os bens da família
e passou a fazer muitos donativos em dinheiro para os hospitais e asilos riograndinos.
Foi elevado a categoria de benemérito pelos bens legados em testamento a
Biblioteca Rio-grandense.
O
“Quilombo do Negro Lucas” por mais de dez anos foi protegido pelas matas da
ilha.
A Ilha
dos Marinheiros é o primeiro local do Estado do Rio Grande do Sul que se tem
notícias, podendo ser do país, a produzir vinho artesanal. A introdução dos
primeiros bacelos (terreno
onde há plantação de videiras que são suportadas por corrimão ou estaca ou não
têm suporte especial) se deu em 1830 e inseriu a Ilha num mercado além
dos limites do RS, neste período ocorreu seu maior desenvolvimento sócio-econômico.
A Ilha
dos Marinheiros é considerada um patrimônio da cidade de Rio Grande pela
preservação de valores, herdados da cultura portuguesa, que colonizou o local.
As terras
da Ilha dos Marinheiros, antes da vinda dos primeiros colonizadores
portugueses, eram ocupadas por indígenas. Conforme vestígios encontrados na
Coréia e nas Bandeirinhas, esses grupos indígenas eram: minuanos, charruas e
guaranis.

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